Reforma Tributária: checklist de preparação da sua empresa para 2027
A CBS entra em vigor em janeiro de 2027 e PIS e Cofins deixam de existir. Veja os 8 pontos que sua empresa precisa resolver antes da virada.
2026 é o ano de teste da Reforma Tributária: CBS de 0,9% e IBS de 0,1% são destacados nos documentos fiscais e podem ser compensados com PIS e Cofins. Em janeiro de 2027 começa para valer: a CBS substitui PIS e Cofins, o IPI é zerado (exceto para produtos da Zona Franca de Manaus) e começa o Imposto Seletivo. A transição do ICMS e do ISS para o IBS acontece de 2029 a 2032, e o novo sistema estará completo em 2033.
Com menos de três meses para a virada, este é o checklist mínimo.
1. Estudo de impacto na margem
A CBS e o IBS adotam a não cumulatividade plena: em regra, tudo o que a empresa compra para a atividade gera crédito. Empresas com muitos insumos tendem a ganhar. Prestadores de serviço com pouca aquisição de insumos tendem a ter aumento de carga. Só uma simulação com os dados reais da empresa responde com segurança.
2. Precificação
Os preços passam a ser formados "por fora", com o tributo destacado. É preciso recalcular preços, tabelas e propostas comerciais de 2027, considerando os créditos que o cliente poderá tomar.
3. Contratos de longo prazo
Contratos que atravessam 2027 precisam de cláusula de reequilíbrio tributário. Sem ela, a mudança de carga pode ficar inteiramente com uma das partes.
4. Fornecedores
Como o crédito depende de o fornecedor recolher corretamente, a escolha de fornecedores passa a ter peso tributário. Fornecedores do Simples Nacional, por exemplo, transferem menos crédito, a não ser que optem por recolher CBS e IBS fora do regime.
5. Créditos de PIS e Cofins
Os saldos credores existentes continuam válidos e poderão ser usados contra a CBS ou outros tributos, desde que estejam conciliados e documentados (a Receita já identificou R$ 44 bilhões em divergências). Também é a última janela para recuperar créditos não aproveitados dos últimos cinco anos com o sistema atual organizado.
6. Sistemas e documentos fiscais
ERP, emissão de notas e apuração precisam estar preparados para os novos campos de IBS e CBS, para a nova classificação tributária das operações e para a apuração assistida.
7. Split payment
Com o recolhimento no momento da liquidação financeira, o imposto deixa de ficar no caixa da empresa até o vencimento. Isso afeta o capital de giro. Tesouraria e conciliação bancária precisam ser revistas.
8. Pessoas
Fiscal, contábil, financeiro, compras e comercial vão conviver com dois sistemas por sete anos. Preparar as equipes com orientação especializada reduz erros e autuações na transição.
Por onde começar
O primeiro passo é ter os números: quanto a Reforma muda a margem da sua empresa e quanto ainda há a recuperar no sistema atual. A JeT Tax faz essa leitura no Diagnóstico Integrado, gratuito e sem compromisso.
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Conteúdo informativo, que não constitui parecer jurídico ou contábil. Para avaliar o impacto na sua empresa, fale com um especialista.