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Reforma Tributária: o que muda para cada área da sua empresa

Fiscal, financeiro, compras e comercial vão conviver com dois sistemas tributários por sete anos. Veja o que cada área precisa ajustar e como organizar a transição.

Por Equipe CIT · JeT Tax · 26 de setembro de 2026

A Reforma Tributária costuma ser tratada como um projeto de sistemas: atualizar o ERP, emitir as notas com os novos campos e configurar a apuração. Tudo isso é necessário, mas não basta. De 2026 a 2033 as empresas vão conviver com dois sistemas tributários ao mesmo tempo, e cada área toma decisões que afetam a carga final.

O que muda para cada área

Fiscal e contábil

  • Nova lógica de não cumulatividade plena da CBS e do IBS: o que gera crédito, quando e com qual documento;
  • Classificação tributária das operações e regimes diferenciados (reduções de alíquota, alíquota zero, regimes específicos);
  • Apuração assistida e conciliação com os documentos fiscais;
  • Gestão do saldo credor de PIS e Cofins na transição.

Financeiro e tesouraria

  • Split payment: o imposto passa a ser separado na liquidação financeira, com impacto direto no capital de giro;
  • Conciliação bancária e projeção de caixa considerando o novo fluxo de recolhimento.

Compras

  • O crédito depende da regularidade do fornecedor. A escolha de fornecedores passa a ter peso tributário.
  • Fornecedores do Simples Nacional transferem menos crédito, salvo opção pelo regime regular de CBS e IBS.

Comercial

  • Preços "por fora", com tributo destacado;
  • Revisão de tabelas, propostas e contratos de longo prazo com cláusulas de reequilíbrio;
  • Saber explicar ao cliente o crédito que ele vai tomar.

Os riscos de uma transição sem coordenação

  • Créditos perdidos por documentação incorreta;
  • Autuações por classificação errada das operações;
  • Preços mal formados, com perda de margem ou de competitividade;
  • Decisões desencontradas entre áreas que olham para a mesma operação.

Como organizar a transição

  1. Mapear o impacto por área: quais decisões de cada equipe mudam com a CBS e o IBS.
  2. Definir responsáveis e prazos para sistemas, cadastros, contratos e preços.
  3. Revisar casos reais da própria empresa, operação por operação, antes da virada.
  4. Acompanhar a regulamentação, que continua mudando ao longo da transição, e ajustar o que for preciso.

Como a JeT Tax ajuda

O CIT assessora a empresa em toda a transição: mapeia o impacto na operação, orienta as decisões de cada área e acompanha as mudanças da regulamentação, com contadores e advogados especializados lado a lado.

Conheça a assessoria de Transição para a Reforma Tributária ou veja o guia da Reforma Tributária.

Conteúdo informativo, que não constitui parecer jurídico ou contábil. Para avaliar o impacto na sua empresa, fale com um especialista.

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