Reforma Tributária: o que muda para cada área da sua empresa
Fiscal, financeiro, compras e comercial vão conviver com dois sistemas tributários por sete anos. Veja o que cada área precisa ajustar e como organizar a transição.
A Reforma Tributária costuma ser tratada como um projeto de sistemas: atualizar o ERP, emitir as notas com os novos campos e configurar a apuração. Tudo isso é necessário, mas não basta. De 2026 a 2033 as empresas vão conviver com dois sistemas tributários ao mesmo tempo, e cada área toma decisões que afetam a carga final.
O que muda para cada área
Fiscal e contábil
- Nova lógica de não cumulatividade plena da CBS e do IBS: o que gera crédito, quando e com qual documento;
- Classificação tributária das operações e regimes diferenciados (reduções de alíquota, alíquota zero, regimes específicos);
- Apuração assistida e conciliação com os documentos fiscais;
- Gestão do saldo credor de PIS e Cofins na transição.
Financeiro e tesouraria
- Split payment: o imposto passa a ser separado na liquidação financeira, com impacto direto no capital de giro;
- Conciliação bancária e projeção de caixa considerando o novo fluxo de recolhimento.
Compras
- O crédito depende da regularidade do fornecedor. A escolha de fornecedores passa a ter peso tributário.
- Fornecedores do Simples Nacional transferem menos crédito, salvo opção pelo regime regular de CBS e IBS.
Comercial
- Preços "por fora", com tributo destacado;
- Revisão de tabelas, propostas e contratos de longo prazo com cláusulas de reequilíbrio;
- Saber explicar ao cliente o crédito que ele vai tomar.
Os riscos de uma transição sem coordenação
- Créditos perdidos por documentação incorreta;
- Autuações por classificação errada das operações;
- Preços mal formados, com perda de margem ou de competitividade;
- Decisões desencontradas entre áreas que olham para a mesma operação.
Como organizar a transição
- Mapear o impacto por área: quais decisões de cada equipe mudam com a CBS e o IBS.
- Definir responsáveis e prazos para sistemas, cadastros, contratos e preços.
- Revisar casos reais da própria empresa, operação por operação, antes da virada.
- Acompanhar a regulamentação, que continua mudando ao longo da transição, e ajustar o que for preciso.
Como a JeT Tax ajuda
O CIT assessora a empresa em toda a transição: mapeia o impacto na operação, orienta as decisões de cada área e acompanha as mudanças da regulamentação, com contadores e advogados especializados lado a lado.
Conheça a assessoria de Transição para a Reforma Tributária ou veja o guia da Reforma Tributária.
Conteúdo informativo, que não constitui parecer jurídico ou contábil. Para avaliar o impacto na sua empresa, fale com um especialista.